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Tentada - P.C.Cast e Kristin Cast online

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Tentada - P.C.Cast e Kristin Cast online

Mensagem por Beatriz em 28/06/12, 01:54 pm


House of Night - 06 - Tempted
Por P.C. Cast e Kristin Cast

Kristin e eu gostaríamos de dedicar esse livro a nossa fabulosa editora, Jennifer Weis, com quem é um prazer trabalhar e que faz a reescrita ser suportável. Nós te ouvimos, Jen! TEMPTED P.C Cast e Kristin Cast


1° Capítulo
Spoiler:
Zoey
O céu noturno sobre Tulsa estava iluminado com uma lua crescente mágica. Seu brilhantismo fez o gelo que revestia a cidade, e a abadia Beneditina onde tínhamos acabado de ter o nosso confronto com um imortal caído e uma Alta Sacerdotisa patife, brilhar fazendo com que tudo ao meu redor parecesse ter sido tocado pela deusa. Olhei para o circulo banhado pela lua que ficava em frente à Gruta de Maria, o lugar de poder onde não muito tempo atrás, Espírito, Sangue, Terra, Humanidade, e a noite foram personificados e, em seguida tinham se unido para triunfar sobre o ódio e a escuridão. A imagem da escultura de Maria, rodeada por pedras rosas e alinhada na parte mais alta da gruta, parecia ser um farol para a luz prata. Eu encarei a estátua. A expressão de Maria era serena; suas bochechas cobertas de gelo brilhavam como se ela tivesse chorado em uma quieta de alegria. Meu olhar se levantou para o céu. Obrigado. Eu enviei uma oração silenciosa até a linda lua crescente que simboliza a minha deusa, Nyx. Estamos vivos. Kalona e Neferet se foram. “Obrigado,” sussurrei para a lua. Ouça seu interior... As palavras passaram por mim, sutil e doce como folhas tocadas pela brisa de verão, acariciando minha consciência tão levemente que minha mente mal desperta, mal registrava eles, ainda sim o comando sussurrado de Nyx se imprimiu na minha alma. Eu estava vagamente consciente de que havia um monte de gente (bem, freiras, calouros, e alguns vampiros) ao redor de mim. Eu podia ouvir a mistura de gritos, conversa, choro, e até mesmo risada enchendo o ar, mas tudo parecia distante.
Naquele momento, as únicas coisas que eram reais para mim era a lua acima e a cicatriz que cruzava de um ombro passando por meu peito até outro ombro. Ela vibrou em resposta a minha oração silenciosa, mas não era um
formigamento de dor. Não realmente. Era um calor uma sensação familiar e acolhedora, picadas que me garantiram que Nyx, mais uma vez,tinha me marcado como dela. Eu sabia que se olhasse sob a gola da minha camiseta eu ia encontrar novas tatuagens decorando aquela cicatriz longa e feia com um exótico filigrana de safira - um sinal que provava que estava seguindo o caminho da minha deusa. “Erik e Heath, encontrem Stevie Rae, Johnny B, e Dallas - então verifiquem o perímetro da abadia para se certificar que todos os Corvos Escarnecedores fugiram com Kalona e Neferet!” Darius gritou o comando, me tirando da minha oração quente, e assim que eu saia, foi como se um iPod estivesse ligado alto de mais e enquanto o som e a confusão voltaram para meus sentidos. “Mas Heath é um ser humano. Um Corvo Escarnecedor poderia matá-lo em um segundo.” As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse me calar, prova incontestável de que ficar fascinada pela lua não era a minha única habilidade imbecil. Previsivelmente, Heath inchado como um sapo esmagando um gato. “Zo, eu não sou um maldito maricas!” Erik, parecendo muito alto e maduro, como um vampiro-que-chuta-sua-bunda, bufou sarcasticamente e disse: “Não, você é um maldito humano. Espera, isso faz de você um maricas!” “Assim, nós derrotamos os vilões e dentro de cinco minutos Erik e Heath estão brigando. Totalmente previsível,” Afrodite disse com o seu desdém sarcástico enquanto ela se juntava a Darius, mas sua expressão mudou completamente quando ela virou a atenção para o guerreiro Filho de Erebus. “E aí, gostosão. Você está ok?” “Você não precisa se preocupar comigo,” disse Darius. Os olhos dele encontraram os dela, e eles praticamente telegrafaram a química entre eles, mas em vez de ir até ela como ele normalmente fazia e dar algum beijo nojento, ele permaneceu concentrado em Stark.
O olhar de Afrodite passou de Darius para Stark. “Ok, eww. Seu peito está totalmente crocante.” James Stark estava entre Darius e Erik. Estar bem, de pé não era exatamente como ele estava. Stark estava balançando e parecendo extremamente instável. Ignorando Afrodite, Erik falou. “Darius, você deveria provavelmente levar Stark para dentro. Vou coordenar o reconhecimentos com Stevie Rae e garantir que tudo corra bem aqui fora.” As palavras dele pareciam ok, mas o tom era sou-o-encarregado, e quando ele continuou com um condescendente, “Eu vou até mesmo deixar Heath ajudar,” ele realmente soava como um metido pomposo. “Você vai me deixar ajudar?” Heath surtou. “Sua mãe vai me deixar ajudar.” “Ei, qual deles é supostamente o seu namorado?” Stark me perguntou. Mesmo na forma péssima que ele estava, ele pegou meu olhar com o dele. A voz dele estava rouca, e ele soava assustadoramente fraco, mas os olhos dele brilhavam com humor. “Eu sou!” Heath e Erik falaram juntos. “Ah, pelo amor dos excrementos, Zoey, ambos são idiotas!” Afrodite disse. Stark começou a rir, o que virou uma tosse, o que mudou de novo para um suspiro doloroso. Os olhos dele rolaram para trás, e como algo furtivo, ele desmaiou. Se movendo com a rapidez que vinha naturalmente para um guerreiro Filho de Erebus, Darius pegou Stark antes dele cair no chão. “Eu preciso levar ele para dentro,” Darius disse. Senti como se minha cabeça fosse explodir. Mole nos braços de Darius, Stark parecia no caminho para estar morto. “Eu-eu nem sei onde é a enfermaria,” eu gaguejei.
“Não é um problema. Vou pegar um pingüim para nos mostrar,” disse Afrodite. “Ei, você freira!” ela gritou para uma das irmãs em preto-e-branco que tinha saído para fora da abadia depois que a noite passou de caos de batalha para pós batalha. Darius correu atrás da freira, com Afrodite seguindo ele. O guerreiro olhou por cima do ombro para mim. “Você não vem conosco, Zoey?” “Assim que eu puder.” Antes que eu pudesse lidar com Erik e Heath, atrás de mim um sotaque familiar salvou o dia. “Vá em frente com Darius e Afrodite, Z. Eu vou cuidar de Dumb e Dumber e me certificar que não há bicho papão aqui fora.” “Stevie Rae, você é a melhor amiga de todos os melhores amigos.” Virei e a abraçei rapidamente, amando como tranquilizadoramente sólida e normal ela parecia. Na verdade, ela parecia tão normal que eu senti uma pontada estranha quando ela deu um passo para trás e sorriu para mim e eu vi, como se fosse a primeira vez, as tatuagens escarlates que se espalhavam da lua crescente preenchida no meio da testa dela para baixo em cada lado de seu rosto. Um mal estar inquieto se ameaçou dentro de mim. Não entendendo minha hesitação, ela disse: “Não se preocupe com esses dois nerds. Estou me acostumando a afastar eles.” Quando eu fiquei ali só olhando para ela, o sorriso brilhante que ela estava usando diminuiu. “Ei, você sabe que sua avó está bem, certo? Kramisha a levou de volta para dentro logo depois que Kalona foi banido e a Irmã Mary Angela acabou de me dizer que ia entrar para dar uma olhada nela.” “Sim, eu me lembro de Kramisha ajudando-a com a cadeira de rodas. Eu só...” Minha voz sumiu. Eu era apenas o quê? Como eu poderia colocar em palavras que eu estava assombrada por uma sensação de que tudo não estava certo com minha melhor amiga e com o grupo de garotos que ela se aliou com, e como eu posso dizer para a minha melhor amiga?
“Você só está cansado e preocupada com um monte de coisas,” Stevie Rae disse suavemente. Isso foi entendimento que eu vi cintilar nos olhos dela? Ou era outra coisa, algo mais escuro? “Eu entendo, Z, e eu vou cuidar das coisas aqui fora. Você apenas se certifique que Stark está bem.” Ela me abraçou novamente e me deu um empurrãozinho na direção da abadia. “Ok. Obrigado,” eu disse toscamente, começando a ir na direção da abadia e ignorando totalmente os dois nerds, que estavam parados ali olhando para mim. Stevie Rae me chamou, “Ei, lembre Darius, ou alguém para manter um olho na hora. Só falta cerca de uma hora antes do amanhecer, e você sabe que eu e todos os calouros vermelhos tem que estar fora do sol até aí.” “Sim, sem problemas. Eu vou lembrar,” eu disse. O problema era que estava ficando cada vez mais difícil para mim esquecer que Stevie Rae não o que ela costumava ser.
2°Capítulo
Spoiler:
Stevie Rae
“Ok, vocês dois, escutem. Só vou dizer isso uma vez – ajam direito.” Parada entre os dois caras, Stevie Rae colocou sua mão nos quadris e encarou Erik e Heath. Sem tirar os olhos deles, ela gritou, “Dallas!” Quase instantaneamente o garoto correu até ela. “O que foi, Stevie Rae?” “Chame Johnny B. Diga a ele para pegar Heath e procurar na parte da frente da abadia até a rua Lewis e se certificar que os corvos escarnecedores realmente se foram. Você e Erik peguem o lado sul do prédio. Eu vou pela travessia de árvores na 21 e dar uma olhada.” “Sozinha?” Erik disse. “Sim, sozinha,” Stevie Rae respondeu. “Você está esquecendo que eu poderia bater o pé agora mesmo, e fazer o solo abaixo de você tremer? Eu também poderia chutar você e sua bunda invejosa. Eu acho que posso dar conta de checar as árvores sozinha.” Ao lado dela, Dallas riu. “E eu estou achando que o vampiro vermelho com afinidade a terra supera o vampiro azul de drama.” Isso fez Heath bufar e rir; e, previsivelmente, Erik começou a se irritar de novo. “Não!” Stevie Rae disse antes dos garotos idiotas começarem a discutir. “Se não conseguem dizer algo gentil, então calem a boca.” “Você me chamou, Stevie Rae?” Johnny B disse, vindo parar ao lado dela. “Eu vi Darius carregando o garoto das flechas para a abadia. Ele disse que eu deveria encontrar você.”
“Yeah,” ela disse com alivio. “Eu quero que você e Heath chequem a parte da frente da abadia na Lewis. Se certifiquem que os Corvos Escarnecedores realmente tenham sumido.”
“Eu cuido disso!” Johnny B disse, dando em Heath um soco de brincadeira no ombro. “Anda, quarterback1, vamos ver do que você é feito.” “Só prestem atenção com as malditas árvores e sombras,” Stevie Rae disse, balançando a cabeça enquanto Heath se abaixava e desviava e atingia o ombro de Johnny B com alguns socos. “Sem problemas,” disse Dallas, começando a andar silenciosamente com Erik. “Sejam rápidos,” Stevie Rae disse para os dois garotos. “O sol logo vai nascer. Me encontrem na frente da gruta de Maria em meia hora, mais ou menos. Gritem se vierem algo e vamos vir correndo.” Ela observou os quatro caras para se certificar que eles estavam indo onde ela havia os mandado, e então Stevie Rae virou e, com um suspiro, encarou sua própria missão. Droga, em falar em irritante! Ela amava Zoey mais do que pão branco, mas lidar com os namorados de sua melhor amiga estava fazendo ela se sentir dentro de um tornado! Ela costumava pensar que Erik era o cara mais gostoso do mundo. Depois de passar alguns dias com ele, ela agora achava que ele era o maior pé no saco com um enorme ego. Heath era doce, mas ele era apenas humano, e Z estava certa em se preocupar com ele. Humanos definitivamente morrem com mais facilidade do que humanos ou até mesmo calouros. Ela olhou por cima do ombro, tentando pegar um deslumbre de Johnny B e Heath, mas a gelada escuridão e as árvores tinham engolido ela e ela não conseguia ver ninguém.
Não que Stevie Rae se importasse de estar sozinha para variar. Johnny B iria cuidar de Heath. A verdade é que ela estava feliz por se livrar dele e do ciumento Erik por enquanto. Os dois faziam ela apreciar Dallas. Ele era simples e fácil. Ele era meio que o tipo de namorado pra ela. Os dois tinham uma coisa, mas isso não influenciava em nada. Dallas sabia que Stevie Rae tinha muitas
1 Posição no time de futebol americano.
coisas para lidar, então ele deixava ela lidar. E ele estava lá para as horas que ela estava descansando. Fácil, doce e simples! Esse era Dallas. Z podia aprender uma coisa ou duas comigo sobre lidar com caras, ela pensou enquanto ela andava pelas árvores velhas que se alinhavam na gruta de Maria e se espalhavam do terreno da abadia até a rua 21.
Bem, uma coisa era certa – definitivamente era uma noite horrível. Stevie Rae não deu doze passos antes de seus cabelos loiros curtos ficarem encharcados. Droga, água estava pingando até do nariz dela! Ela limpou o rosto, tirando a fria mistura de chuva e gelo. Tudo estava tão estranhamento quieto e escuro. Era estranho não ter postes funcionando na rua 21. Nenhum carro na rua – nem mesmo um esquadrão de limpeza passando. Ela tropeçou e deslizou para uma declive. Os pés dela encontraram a estrada e só a super visão de vampiro vermelho dela a manteve orientada. Parecia que Kalona tinha fugido e levado todo o som e luz com ele. Se sentindo leviana, ela tirou o cabelo molhado do rosto e se ajeitou. “Você está agindo como uma galinha, e você sabe o quão idiotas galinhas são!” Ela falou em voz alta e então falou de novo quando as palavras dela soaram bizarramente aumentadas pelo gelo e a escuridão. Porque ela estava tão agitada? “Pode ser porque você está escondendo coisas da sua amiga,” Stevie Rae murmurou, e então ela fechou a boca. A voz dela era alta demais na noite escura e cheio de gelo. Mas ela ia contar a Z sobre as outras coisas. Verdade, ela ia! Não houve tempo. E Z tinha o bastante na cabeça sem mais estresse. E... e... era difícil falar sobre isso, mesmo com Zoey. Stevie Rae chutou um galho quebrado e cheio de gelo. Ela sabia que não importava se era duro. Ela ia falar com Zoey. Ela precisava. Mas mais tarde. Talvez muito mais tarde.
Melhor se focar no presente, pelo menos por agora.
Apertando os olhos e passando as mãos nos olhos para tentar proteger eles da chuva gelada, Stevie Rae espiou pelos galhos de árvores. Mesmo com a
escuridão e a tempestade a visão dela era boa, e ela estava aliviada por não ver um corpo grande pairando acima dela. Achando mais fácil andar do lado da estrada, ela caminhou pela rua 21 até a abadia, enquanto isso mantendo os olhos fechados. Não foi até ela estar quase na cerca que dividia a propriedade das Freiras de um condômino ao lado que Stevie Rae sentiu o cheiro. Sangue. Um tipo errado de sangue. Ela parou. Parecendo quase feral, Stevie Rae cheirou o ar. Estava cheio do cheiro molhado e úmido do gelo em cima da terra, o cheiro de canela das árvores, e do asfalto feito por homens sobre seus pés. Ela ignorou esses odores e ao invés disso se focou no sangue. Não era sangue humano, e nem de calouro, então não cheirava a luz do sol e primavera – mel e chocolate – amor e vida e tudo que ela sonhava. Não, esse sangue tinha um cheiro negro demais. Muito grosso. Havia demais de algo que não era humano. Mas ainda era sangue, e atraiu ela, embora ela conhecesse aquela coisa errada no fundo de sua alma. Era o cheiro de algo estranho, de outro mundo, que levou ela até os primeiros respingos de vermelho. Na escuridão tempestuosa do quase amanhecer, mesmo a visão melhorada dela só via como manchas molhadas contra o gelo que estava na estrada e cobria a grama. Mas Stevie Rae sabia que era sangue. Muito sangue. Mas não havia nenhum animal ou humano deitado ali sangrando. Ao invés disso havia um rastro de escuridão liquida engrossando no gelo, se afastando da rua até a parte densa do bosque atrás da abadia. Os instintos predatórios dela tomaram conta instantaneamente. Stevie Rae se movia furtivamente, mal respirando, mal fazendo qualquer som, enquanto ela rastreava o caminho de sangue.
Foi embaixo de uma árvore grande que ela o encontrou, acocorado contra um enorme galho quebrado como se tivesse se arrastando para se esconder e morrer. Stevie Rae sentiu uma onda de medo passar por ela. Era um Corvo Escarnecedor. A criatura era enorme. Mais do que ela achou que eles pareciam à distância. Estava deitada de lado, a cabeça enfiada contra o chão, então ela não podia ver o rosto dele muito bem. A asa gigante ela podia ver que parecia muito errada, obviamente quebrada, e o braço humano que estava deitado em um estranho ângulo e coberto de sangue. Suas pernas eram humanas também, e estavam curvadas como se ele tivesse morrido em uma posição fetal. Ela lembrou de ouvir Darius disparando uma arma enquanto ele Z e a turma cavalgaram como morcegos saídos do inferno pela rua 21 até a abadia. Então, ele levou um tiro no céu. “Merda,” ela disse baixo. “Deve ter sido uma bela queda.” Stevie Rae pôs a mão sob sua boca e estava se preparando para gritar por Dallas para que ele e os caras pudessem ajudar ela a arrastar o corpo para algum lugar quando o Corvo Escarnecedor se mexeu e abriu os olhos. Ela congelou. Os dois se encararam. Os olhos vermelhos da criatura se arregalaram, parecendo surpresos e impossivelmente humano no rosto da ave. Automaticamente, Stevie Rae se abaixou, erguendo as mãos defensivamente e tentando se centrar para chamar a terra para dar forças a ela. E então ele falou. “Me mate. Termine com isso,” ele arfou, ofegando de dor. O som da voz dele era tão humana, tão completamente inesperada que Stevie Rae soltou as mãos e deu um passo para trás. “Você pode falar!” ela disse.
Então o Corvo Escarnecedor fez algo que chocou Stevie Rae e mudou o curso da vida dela. Ele riu. Era um som seco e sarcástico, e terminou num gemido de dor. Mas foi uma risada, e emoldurou as palavras dele com humanidade. “Sim,” ele disse entre as arfadas de ar. “Eu falo. Eu sangro. Eu morro. Me mate e termine com isso.” Ele tentou sentar, como se estivesse ansioso para encontrar sua morte, e o movimento fez ele chorar de agonia. Os olhos humanos demais dele viraram para trás e ele caiu no chão congelado, inconsciente.
Stevie Rae se moveu antes de lembrar de sequer ter tomado a decisão. Quando ela o alcançou, ela só hesitou por um segundo. Ele desmaiou com o rosto para baixo, então foi fácil para ela mover as asas dele para o lado e agarrar seus braços. Ele era grande, realmente grande – tipo, tão grande quanto um cara de verdade, e ela se preparou para que ele fosse pesado, mas ele não era. Na verdade, ele era tão leve que foi super fácil arrastar ele, o que ela se encontrou fazendo enquanto a mente dela gritava para ela: O que diabos? O que diabos? O que diabos? O que diabos ela estava fazendo? Stevie Rae não sabia. Tudo que ela sabia era o que ela não estava fazendo. Ela não estava matando o Corvo Escarnecedor.
3° Capítulo
Spoiler:
Zoey
“Ele vai ficar bem?” eu tentei sussurrar para não acordar Stark e aparentemente, falhei, porque os olhos fechados dele se agitaram e os lábios dele se ergueram levemente em um doloroso fantasma de um meio sorriso arrogante. “Não estou morto ainda,” ele disse. “Não estou falando com você,” eu disse em uma voz mais irritada do que eu pretendia. “Olha o temperamento, u-we-tsi-a-ge-ya,” vovó Redbird me chamou a atenção levemente enquanto a irmã Mary Angela, uma das freiras beneditas, ajudava ela na pequena enfermaria. “Vovó! Aí está você!” Eu corri até ela e ajudei a irmã Mary Angela a colocar ela numa cadeira. “Ela só está preocupada comigo.” Os olhos de Stark estavam fechados de novo mas seus lábios ainda tinham o vestígio de um sorriso. “Eu sei disso, tsi-ta-ga-a-s-ha-ya. Mas Zoey é uma Alta Sacerdotisa em treinamento e ela deve aprender a controlar suas emoções.” Tsi-ta-ga-a-s-ha-ya! Isso teria me feito rir alto se vovó não estivesse parecendo tão pálida e frágil, e se eu não estivesse tão, bem, preocupada no geral. “Desculpe, vovó. Eu vou cuidar do meu temperamento, mas é meio difícil quando as pessoas que eu amo ficam quase morrendo!” Eu terminei com pressa e respirei fundo para me firmar. “E você não deveria estar na cama?” “O que tri-ta-ga-a-s-tanto-faz, significa?” A voz de Stark era grossa com dor enquanto Darius espalhava um liquido cremoso em suas queimaduras, mas apesar dos ferimentos ele soava divertido e curioso.
“Tsi-ta-ga-a-s-ha-ya,” vovó corrigiu a pronuncia dele, “significa galo.” Os olhos dele brilharam de humor. “Todo mundo diz que você é uma mulher sábia.” “O que é menos interessante do que todos dizem sobre você, tsi-ta-ga-a-s-ha-ya,” vovó disse. Stark deu um rápida risada e então sugou o ar dolorosamente. “Fique parado!” Darius exigiu.
“Irmã, eu pensei que você tinha dito que vocês tem um médico aqui.” Eu tentei não soar tão apavorada quanto eu me sentia. “Um médico humano não pode ajudar ele,” Darius disse antes da irmã Mary Angela poder responder. “Ele precisa de descanso e silêncio e –” “Descanso e silêncio está bom,” Stark interrompeu ele. “Como eu disse antes: não estou morto ainda.” Ele encontrou os olhos de Darius e eu vi o Filho de Erebus dar nos ombros e acenar com a cabeça brevemente, como se tivesse concedido algum ponto ao vampiro mais novo. Eu deveria ter ignorado a pequena movimentação entre eles, mas minha paciência tinha evaporado horas antes. “Ok, o que você não está me dizendo?” A freira que estava ajudando Darius me deu um olhar longo e frio e disse, “Talvez o garoto ferido precise saber que seu sacrifício não foi feito em vão.” As palavras duras da freira me deram um choque de culpa que se fechou na minha garganta e não me deixou responder a mulher de olhos duros. O sacrifício que Stark estava disposto a fazer era a vida dele pela minha. Eu engoli a secura na minha garganta. O que valia minha vida? Eu era apenas uma garota – mal tinha 17 anos. Eu fiz besteira de novo e de novo. Eu era a reencarnação de uma garota criada para prender um anjo caído, e isso significa que no fundo da minha alma eu não conseguia me impedir de amar ele, mesmo quando eu sabia que eu não deveria... não podia...
Não. Eu não valia o sacrifício da vida de Stark. “Eu já sei.” A voz de Stark não oscilou; de repente ele parecia forte e seguro. Eu pisquei para liberar minha visão das lágrimas e encontrei os olhos dele. “O que eu fiz foi apenas parte do meu trabalho,” ele disse. “Sou um Guerreiro. Eu jurei minha vida para os serviços de Zoey Redbird, Alta Sacerdotisa e Amada de Nyx. Isso significa que estou trabalhando para nossa deusa e ser derrubado e queimado um pouco não significa nada se eu ajudei Zoey a vencer os malvadões.” “Muito bem dito, tsi-ta-ga-a-s-ha-ya,” vovó disse a ele. “Irmã Emily, eu te libero dos serviços na enfermaria pelo resto da noite. Por favor envie a irmã Bianca aqui para ajudar. Eu acredito que você deveria, talvez, passar um tempo numa silenciosa contemplação de Lucas 6:37,” disse a irmã Mary Angela. “Como quiser, irmã,” a freira disse e saiu do quarto. “Lucas 6:37? O que é isso?” eu perguntei. “Não julgarás, e não serás julgado: não condenarás, e não serás condenado: perdoe, e serás perdoado,” minha avó disse. Ela estava dividindo um sorriso com irmã Mary Angela quando Damien bateu suavemente na porta e a entre abriu. “Podemos entrar? Tem alguém que realmente precisa ver Stark.” Damien olhou por cima do ombro e fez um movimento de “fique aqui” atrás dele. O suave woof! que saiu em resposta me disse que o alguém era na verdade um cachorro. “Não deixe ela entrar.” Stark fez uma careta de dor enquanto abruptamente virava a sua cabeça para longe para que não conseguisse ver Damien na porta. “Diga aquele garoto Jack que ela é dele agora.” “Não.” Eu impedi Damien quando ele começou a se afastar.” Faça Jack trazer Duquesa.”
“Zoey, não, eu –” Stark começou, mas eu ergui a mão para silenciar ele. “Só traga ela,” eu disse. Então eu encontrei os olhos de Stark. “Você confia em mim?” Ele olhou para mim pelo que pareceu um longo tempo. Eu vi a vulnerabilidade e dor dele claramente, mas ele finalmente acenou uma vez e disse, “eu confio em você.” “Vá em frente, Damien,” eu disse. Damien virou e murmurou algo sobre seu ombro e então ele se moveu para o lado. Jack, o namorado de Damien, entrou no quarto primeiro. As bochechas dele estavam rosas e seus olhos estavam suspeitosamente brilhantes. Ele parou depois de alguns centímetros e virou para a porta. “Entre. Está tudo bem. Ele está aqui,” Jack disse. O labrador loiro entrou no quarto e eu fiquei surpresa por ver o quão silenciosamente ela se movia para um cachorro tão grande. Ela parou brevemente ao lado de Jack e olhou para ele, balançando o rabo. “Está tudo bem,” Jack repetiu. Ele sorriu para Duquesa e então limpou as lágrimas que tinham escapado dos olhos dele e estavam deslizando por suas bochechas. “Ele está melhor agora.” Jack fez um movimento em direção a cama. A cabeça de Duquesa virou na direção que ele apontou, e ela olhou diretamente para Stark. O garoto ferido e o cachorro só se encaram enquanto eu juro, todos seguramos o fôlego. “Oi, garota linda,” Stark falou hesitante, a voz dele sufocada por lágrimas. As orelhas de Duquesa se ergueram e a cabeça dela se ergueu. Stark estendeu a mão e fez um movimento chamando ela. “Venha aqui, Duque.”
Como se o comando dele tivesse quebrado uma represa dentro do cachorro, Duquesa foi para frente, chorando e se balançando e latindo – basicamente soando e agindo muito mais como um filhote do que os 50 quilos dela diziam que ela era. “Não!” Darius comandou. “Não em cima da cama!” Duquesa obedeceu o guerreiro e se contentou em colocar a cabeça contra o lado de Stark e deslizar seu focinho debaixo da sua axila enquanto mexia seu corpo todo, e Stark, com o rosto brilhando de felicidade, acariciando ela e dizendo a ela de novo e de novo o quanto ele sentiu falta dela e que boa garota ela era.
Eu não tinha percebido que estive chorando também, até que Damien me entregou um lenço. “Obrigado,” eu murmurei, e limpei o rosto. Ele sorriu brevemente para mim, e então se moveu para o lado de Jack, colocando seu braço ao redor de seu namorado e dando tapinhas em seu ombro (e entregando a ele um lenço também). Eu ouvi Damien dizer a ele, “Anda, vamos encontrar o quarto que as irmãs tem pronto para nós. Você precisa descansar.” Jack fez um som fungando, acenou, e deixou Damien levar ele para fora do quarto. “Espere, Jack,” Stark o chamou. Jack olhou para a cama onde Duquesa ainda tinha a cabeça pressionada contra Stark, que tinha os braços envolvidos ao redor do pescoço do labrador. “Você fez bem em cuidar da Duque quando eu não pude.” “Não foi problema. Nunca tive um cachorro antes, então sabia o quão bons eles são.” A voz de Jack se quebrou só um pouco. Ele clareou a garganta e continuou. “Eu – estou feliz que você não seja, uh, do mal e horrível e coisas assim, para que ela possa ficar com você de novo.”
“Yeah, quanto a isso.” Stark pausou, fazendo uma careta enquanto a dor de seus movimentos o atingia. “Não estou exatamente 100% ainda, e mesmo quando estiver, não tenho certeza de como vai ser meu horário. Então estou pensando que seria um grande favor para mim se você e eu talvez possamos dividir Duquesa.” “Mesmo?” O rosto de Jack se iluminou. Stark acenou. “Mesmo. Você Damien podiam levar Duque de volta para o seu quarto, e talvez trazer ela para me ver mais tarde?” “Absolutamente!” Jack disse, e então ele limpou a garganta e continuou. “Yeah, como eu disse antes. Ela não deu problema algum.” “Bom,” Stark disse. Ele ergueu o focinho de Duquesa com sua mão e olhou nos olhos do labrador. “Estou bem agora, garota linda. Vá com Jack para que eu possa melhorar totalmente.” Eu sabia que devia ter causado agonia a ele, mas Stark sentou e então se curvou para beijar Duquesa e deixou o cachorro lamber seu rosto. “Boa garota... essa é minha garota linda...” ele sussurrou, e beijou ela de novo e disse, “Vá com Jack agora! Vá em frente!” e ele gesticulou em direção a Jack. Depois de uma última lambida no rosto de Stark, e um único e relutante choro, ela virou de costas pra cama e foi para o lado de Jack, balançando o rabo para ele e cheirando ele enquanto ele limpava os olhos com uma mão e acariciava ela com a outra. “Eu vou cuidar muito bem dela e trazer ela de volta para te ver assim que o sol se por hoje. Ok?” Stark conseguiu sorrir. “Ok, obrigado, Jack.” Então ele caiu no travesseiro. “Ele precisa de descanso e silêncio,” Darius disse a todos nós, enquanto continuava a trabalhar em Stark.
“Zoey, talvez você possa me ajudar a levar sua avó para o quarto dela? Ela também precisa de descanso e silêncio. Foi uma noite longa pra todos nós,” disse irmã Mary Angela. Mudando minha preocupação de Stark para vovó, eu olhei para frente e para trás entre as duas pessoas que eu me importava tanto. Stark pegou meu olhar. “Hey, cuide da sua avó. Eu posso sentir que o sol vai nascer logo. Eu vou apagar como uma lâmpada quando isso acontecer.” “Bem... ok.” Eu fui para o lado da cama dele e fiquei parada ali constrangida. O que eu deveria fazer? Beijar ele? Apertar a mão dele? Dar um polegar erguido e um sorriso nerd? Eu quero dizer, ele não era meu namorado oficial, mas ele e eu tínhamos um laço que ia além de amizade. Me sentindo confusa e preocupada e basicamente fora da minha zona de conforto, eu coloquei minha mão no ombro dele e sussurrei, “Obrigado por salvar minha vida.” Os olhos dele encontraram os meus e o resto do quarto sumiu. “Eu sempre vou manter seu coração seguro, mesmo que o meu tenha que parar de bater para que isso aconteça,” ele me disse suavemente. Eu me abaixei e beijei a testa dele, murmurando, “Vamos tentar não deixar isso acontecer, ok?” “Ok,” ele sussurrou. “Eu te vejo quando o sol se por de novo,” eu disse a Stark antes de finalmente correr até vovó. A irmã Mery Angela e eu a levantamos, quase a carregando para fora do quarto de Stark e pelo curto corredor para outro quarto parecido com o de um hospital. Vovó parecia pequena e frágil sobre meu braço de suporte e meu estômago se retorceu com preocupação por ela. “Pare de se preocupar, u-we-tsi-a-ge-ya,” ela disse enquanto Mary Angela colocava travesseiros ao redor dela e ajudava a deixar ela confortável.
“Eu vou pegar para você remédios para dor,” irmã Mary Angela disse a vovó. “Também vou me certificar que as cortinas no quarto de Stark estão fechadas e que elas estão tapando bem a luz, então vocês tem um minuto para
conversar, mas quando eu voltar eu insisto que você tome seu remédio para dor e vá dormir.” “Você é uma hospedeira durona, Mary Angela,” vovó disse. “É preciso uma para conhecer uma, Sylvia,” disse a freira. Então ela saiu do quarto com pressa. Vovó sorriu para mim e bateu na cama perto dela. “Venha sentar perto de mim, u-we-tsi-a-ge-ya.” Eu sentei ao lado de vovó, enfiando minhas pernas debaixo de mim, tentando tomar cuidado para não mexer a cama muito. O rosto dela estava ferido e queimado do airbag que tinha salvo a vida dela. Parte do lábio dela e sua bochecha tinham pontos. Ela tinha uma bandagem em sua cabeça e o braço direito dela estava preso em um gesso que parecia assustador. “Irônico, não é, que meus ferimentos pareçam tão terríveis, mas são muito menos dolosos do que as feridas invisíveis dentro de você,” ela disse. Eu comecei a dizer à vovó que estava bem, mas as próximas palavras dela cortaram o que sobrava da minha negação. “Há quanto tempo você sabe que é a reencarnação da virgem A-ya?”

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Beatriz
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