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Despertada - P.C. Cast e Kristin Cast Online

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Despertada - P.C. Cast e Kristin Cast Online

Mensagem por Beatriz em 28/06/12, 02:45 pm


House of Night - 08 - AWAKENED
Por P.C. Cast e Kristin Cast


1° Capítulo
Spoiler:
NEFERET
Neferet acorda em sua cama com certa irritação e procura tocar Kalona. Mas o braço que ela toca, por mais musculoso que seja não é de Kalona. E esse toque foi tudo o que precisou para que esse homem virasse para ela ansiosamente. Mas ele a irritava. Todos eles a irritavam, porque eles não eram ele.
“Deixe-me…Chronus” Neferet teve que pausar e procurar na sua memória para lembrar o nome ridículo e ambicioso dele.
“Minha Deusa, eu fiz algo para lhe desagradar?” Neferet olhou pra ele.
O jovem Guerreiro de Erebus estava inclinado na cama ao lado dela. Seu rosto bonito se abriu sua expressão disposta, seus olhos água-marinhos eram tão espetaculares no seu quarto quanto eram mais cedo naquele dia quando ela o viu treinar. Ele tinha despertado desejos nela então, e apenas com um olhar convidativo ele foi até ela por vontade própria. E futilmente, mas também ansiosamente, ele tentou mostrar que ele era Deus mais do que apenas em seu nome. O problema era que Neferet dormiu com um imortal, e ela sabia intimamente o tanto que esse Chronus era um impostor.
“Respira” Neferet disse entediada.
“Respira Deusa?” As suas sobrancelhas – decoradas por uma tatuagem que deveria representar força física, mas que para Neferet parecia mais com os fogos de artifício do dia 4 de Julho (dia da independência dos EUA) – franziram em jeito de confusão.
“Você perguntou o que fez para me desagradar e eu te disse. Você respira. E muito próximo a mim. Isso me desagrada. É hora de partir da minha cama” Neferet suspira e abana seus dedos o dispensando.
“Vá agora” Ela quase riu com a expressão de choque e mágoa nele. Será que ele realmente achou que poderia substituir seu consorte divino? Esse pensamento aumentou sua raiva. Nos cantos de sua câmara, sombras dentro das sombras tremiam em antecipação. Isso a agradava.
“Chronus, você me distraiu. E por um pequeno tempo você me deu um pouco de prazer” Neferet o tocou novamente, dessa vez não tão gentilmente. Seus dedos deixaram marcas no seu braço. O jovem guerreiro não se encolheu ou tirou seu braço, ao invés disso ele tremeu com seu toque e sua respiração aumentou. Neferet sorriu. Ela sabia que ele precisava de dor para sentir desejo no momento em que seus olhos encontraram com os dela.
“E lhe daria mais prazer se você me permitisse” Ele disse. Neferet sorriu, ela molhou seus lábios enquanto ela o via olhar pra ela.
“Talvez no futuro, talvez. O que eu necessito de você agora é que me deixe. E é claro, que continue a me reverenciar”.
“Quando poderei mostrar o quanto eu a reverencio… novamente?” A ultima palavra foi dita como uma caricia. E enganosamente, ele procurou tocá-la, como se fosse seu direito a tocar. Como se os desejos dela fossem menos importantes do que as necessidades e desejos dele. Um pequeno eco do passado de Neferet, uma época que ela achou ter enterrado junto de sua humanidade saiu de suas memórias. Ela sentiu o toque de seu pai e até sentiu o cheiro de álcool em sua respiração, assim que a sua infância invadia seu presente. A resposta de Neferet foi instantânea. Ela levantou sua mão do Chronus e tocou as sombras que estavam em sua câmara. As trevas responderam ao seu toque até mais rapidamente do que Chronus. Ela sentiu o frio firme e se banhou na sensação especialmente quando baniu suas memórias.
Com um movimento despreocupado ela lançou as trevas em Chronus, dizendo “Se é dor que você procura, então experimente o meu fogo frio”.
As trevas que Neferet jogou em Chronus penetrou sua pele jovem ansiosamente, cortando em fatias vermelhas o braço que ela acariciou. Ele gemeu, apesar de dessa vez ser mais de medo do que de paixão.
“Agora faça como eu comando. Deixe-me. E lembre-se jovem guerreiro, uma Deusa escolhe quando, onde e como ela é tocada. Não se exceda novamente”.
Com o braço sangrando, Chronus se curvou a Neferet “Sim, minha Deusa”.
“Que Deusa? Seja especifico guerreiro. Eu não desejo ser chamada por títulos ambíguos”.
Sua resposta foi instantânea “A encarnada de Nyx. Esse é seu titulo minha Deusa”.
O olhar dela amoleceu, o rosto de Neferet relaxou em uma mascara de beleza. “Muito bem, Chronus. Muito bem. Vê como é fácil me agradar?” Chronus concordou com a cabeça e com o seu punho no seu coração disse “Sim, minha Deusa. Minha Nyx” e saiu de sua câmara.
Neferet sorriu de novo. Não era importante que ela não era a encarnada de Nyx. Na verdade,
Neferet não tinha interesse de ser colocada como uma encarnada de uma Deusa.
“Isso implica que eu sou menos do que uma Deusa.” Ela disse para as sombras em sua volta.
O que era importante era poder. E se o titulo lhe der a possibilidade da idéia de poder, especialmente com os Guerreiros Filhos de Erebus, esse era a titulo no qual ela seria chamada.
“Mas eu quero mais. Muito mais do que ficar na sombra de uma Deusa” Logo era estaria pronta para o próximo passo. E Neferet sabia que alguns dos Filhos de Erebus seriam manipulados em ficar ao seu lado. Apesar de não ser o suficiente para ganhar uma batalha, mas o suficiente para fragmentar a moralidade dos guerreiros, colocando irmão contra irmão. Homens, ela pensou, tão facilmente enganados pelas máscaras da beleza e título. E tão facilmente usados para a minha vantagem. O pensamento a agradou, mas não foi suficiente para impedi-la de sair da cama. Ela envolveu um lençol em torno dela e moveu para o corredor. Antes de tomar consciência de suas ações ela estava indo para a escadaria que a levava até Kalona. Sombras seguiam Neferet. Imãs das trevas que se moviam atraídos pela sua agitação. Ela sabia que eles moviam com ela. Ela sabia que eles eram perigosos e que se alimentavam da sua incerteza, raiva, sua mente incessante. Mas estranhamente, ela achava a presença deles confortante. Ela pausou apenas uma vez.
“Porque eu estou indo novamente a ele? Porque eu estou o deixando invadir meus pensamentos hoje?” Neferet balançou sua cabeça como se para espantar esses pensamentos. Ela conversa então para as sombras que estavam ali. “Eu vou porque é o que desejo fazer. Kalona é meu consorte. Ele foi severamente ferido. É apenas natural que eu pense nele”.
Com um sorriso contente ela continua seu caminho reprimindo a verdade. Kalona estava machucado porque ela o tinha aprisionado. E o serviço que ele fez por ela foi forçado. Ela chegou ao calabouço e moveu silenciosamente. O guerreiro que estava vigiando não conseguiu esconder a sua surpresa. Neferet sorriu. Aquele olhar surpreso e com um pouco de medo contou que ela estava ficando cada vez melhor em materializar em nada a não serem as sombras à noite. Isso melhorou seu humor. Mas não o suficiente para mudar o tom sério de comando de sua voz. “Saia. Eu quero ficar sozinha com o meu consorte”.
O guerreiro pausou por apenas um segundo, mas essa pausa foi o suficiente para que Neferet fizesse uma nota mental de assegurar nos próximos dias que esse guerreiro em particular seria chamado de volta a Veneza. Talvez por causa de alguma emergência de alguém próximo a ele.
“Sacerdotisa, eu a deixo com sua privacidade, mas saiba que eu estarei ao alcance de sua voz e atenderei ao chamado caso precise de mim” Sem encontrar com os olhos dela o guerreiro colocou seu punho no seu peito e encurvou-se, mas não se encurvou o suficiente para agradá-la. Neferet o viu sair.
“Sim” ela diz as sombras “Eu posso sentir que algo bem trágico acontecerá à sua companheira”
Ela entrou no quarto. Kalona estava deitado no chão. Ela queria fazer uma cama para ele mas discrição ditou suas ações. Não é que ela estava deixando ele na prisão, ela estava apenas sendo inteligente. O melhor para ele era completar sua ação para ela. Se o seu corpo recuperar muito da sua força imortal seria uma distração para Kalona. Especialmente quando ele prometeu agir como sua espada no Outro mundo. E livrá-los da inconveniência que Zoey Redbird criou para eles nessa época, nessa realidade.
Neferet se aproximou do corpo. Ele estava deitado de frente, nu, tendo apenas suas asas para cobri-lo. Ela se ajoelhou e se inclinou de frente a ele embaixo de uma pele que ela ordenou para a sua conveniência. Neferet tocou o rosto dele. A sua pele estava fria como sempre foi, mas sem-vida. Ele não mostrou nenhuma reação a sua presença.
“O que está demorando tanto, meu amor? Você não conseguiu se livrar da criança irritante mais rapidamente?” Neferet o acariciou novamente, dessa vez sua mão passando para o seu peito e chegando ao seu abdômen e cintura. “Lembre-se de seu juramento e cumpra-o para que eu possa abrir meus braços e minha cama para você novamente. Por sangue e Trevas você jurou impedir Zoey Redbird de voltar ao seu corpo. E então a destruindo para que eu possa dominar esse mundo mágico moderno” Neferet acariciou de novo a cintura do imortal, sorrindo secretamente para si mesma. “E é claro. Você deverá estar ao meu lado enquanto eu dominar”.
Os fios negros que seguram Kalona e são invisíveis aos tolos Filhos de Erebus- que deviam ser os espiões do Alto Conselho- tremem e mudam, procurando e tocando seus tentáculos contra a mão de Neferet. Ela deixou que se envolvessem em seu pulso, cortando a sua carne superficialmente.
Não o suficiente para causar dor que era insuportável, mas apenas o necessário para saciar temporariamente a sede por sangue. Lembre-se de seu juramento. As palavras foram sussurradas.
Neferet franziu a testa. Ela não precisava ser lembrada. É claro que ela tinha consciência de seu juramento. Em troca das trevas fazer o aprisionamento do corpo de Kalona e levar sua alma ao Outro mundo, ela tinha concordado em sacrificar a vida de um inocente que as Trevas não conseguiram corromper. O juramento continua, a barganha continua mesmo se o Kalona falhar.
Novamente as palavras sussurram em volta dela.
“Kalona não falhará” Neferet gritou. Brava que até mesmo as trevas tenha se atrevido a repreendê-la. “Como ele deve. Eu atei seu espírito como meu para comandar enquanto ele for imortal. Então mesmo caso ele falhe há vitória para mim. Mas-ele – não –irá –falhar “ Ela repetiu as palavras devagar e distintamente, conseguindo controle do seu temperamento volátil. As Trevas lamberam sua palma. A dor, pouca que era, a agradou e ela olhou para as sombras afetuosamente como elas fossem apenas gatinho muito ansiosos lutando por sua atenção.
“Queridos, sejam pacientes. A missão não está completa. Meu Kalona ainda é uma carapaça. Eu posso apenas assumir que ela ainda esteja no Outromundo não vivendo de verdade e infelizmente ainda não morta.” Os fios que seguravam seu pulso tremeram. E por um segundo Neferet pensou ter ouvido risadas rindo a alguma distancia. Mas ela não tinha tempo para considerar as implicações desse som. Caso era real ou apenas um elemento do mundo expansivo das trevas e poder que consumia cada vez mais o que ela conhecia como realidade.
Porque nesse instante o corpo de Kalona mexeu com espasmos e ele respirou com uma arfada. Sua visão foi instantaneamente para seu rosto. Para que ela testemunhasse seus olhos abrindo apesar de não serem nada mais do que buracos vazios.
“Kalona, meu amor.” Neferet estava de joelhos. Os fios que estavam em volta da mão de Neferet pulsaram com poder e Neferet se encolheu. Os tentáculos negros se juntaram as outras sombras que se posicionaram no teto. Antes de Neferet poder comandá-las e ordenar uma explicação para esse comportamento estranho uma luz branca, tão brilhante que ela teve que fechar seus olhos, explodiu para o teto. Os fios capturaram e aprisionou a luz. Kalona abriu a sua boca com um grito silencioso.
“O que é? Eu demando saber o que está acontecendo” Neferet bradou. O seu consorte retornou para a Tsi Sgili. Neferet olhou enquanto o globo de luz aprisionado foi deslocado no ar. E então com um terrível chiado, as trevas mergulharam a alma de Kalona em seus olhos e de volta a seu corpo.
O imortal despertou em dor suas mãos foram para o seu rosto e sua respiração estava ofegante.
“Kalona, meu consorte!” Da mesma forma que ela agiria quando era uma jovem curandeira,
Neferet pressionou suas palmas nas mãos de Kalona e rapidamente se restabeleceu. “Conforte-o. Remova sua dor. Faça com que sua agonia suma igual o sol avermelhado que se põe no horizonte” As sombras que envolviam Kalona começaram a diminuir instantaneamente. O imortal alado respirou fundo, e apesar de suas mãos tremerem ele segurou as mãos de Neferet fortemente, removendo-as de seu rosto. Seus olhos da cor âmbar estavam claros e coerentes. Ele era ele mesmo novamente.
“Você retornou a mim” Por um momento Neferet estava tão feliz que ele tinha acordado e estava coerente que ela quase chorou “Sua missão está completa” Neferet empurrou os tentáculos de sombra que se agarravam teimosamente no corpo de Kalona, estranhando, pois elas pareciam relutantes em largar o seu amante.
“Tire-me da terra” Sua voz estava grogue por desuso mais suas palavras eram lúcidas. “Para o céu. Eu preciso ver o céu”.
“Sim, é claro meu amor” Neferet abanou para a porta e ela se abriu.
“Guerreiro, o meu consorte está acordado. Ajude-o a chegar ao topo do telhado do castelo” O Filho de Erebus que a irritou recentemente obedeceu sem questionar nada. Mas Neferet percebeu que ele pareceu surpreso pela repentina reanimação de Kalona. Espere até saber de tudo, Neferet sorriu superiormente, daqui a muito pouco você e os outros guerreiros obedecerão apenas a mim, ou irão perecer. Esse pensamento a agradou enquanto ela seguia os dois homens até que eles chegaram ao topo do telhado. Já tinha passado da meia-noite, a lua estava no horizonte, amarela e pesada, mas ainda não cheia. “Ajude-o até o banco. E então nos deixe” Neferet ordenou e apontou para o banco feito de mármore. Neferet acenou para o guerreiro apagando-o de seus pensamentos mesmo apesar de saber que ele iria notificar o Conselho que a alma de seu consorte havia voltado ao seu corpo. Isso não importava agora, isso pode ser lidado depois. Apenas duas coisas importam no momento. Kalona voltou para ela. E Zoey Redbird estava morta.
2° Capítulo
Spoiler:
Neferet
“Fale comigo. Diga tudo alto e claro. Eu quero saborear cada palavra” Neferet foi até Kalona,
ajoelhando-se perante ele e acariciando sua asa enquanto ele sentava no banco olhando para o céu com seu corpo banhado pelo dourado da lua.
Ela tentou se conter para não tremer de antecipação a seu toque, do retorno da sua fria paixão, seu calor congelado.
“O que você quer que eu diga” Ele não encontrou com os olhos dela. Ao invés, ele abriu seu rosto para o céu, como se ele pudesse beber do paraíso acima dele. Sua pergunta a deixou sóbria. Sua paixão se conteve e sua mão parou de acariciar a asa. “Eu gostaria que você me desse os detalhes da nossa vitória. Para que eu possa saborear a historia com você” Ela falou lentamente, achando que talvez seu cérebro ainda esteja com problemas devido ao deslocamento de sua alma.
“Nossa vitória?” Ele disse. Os olhos verdes de Neferet se estreitaram. “Certamente. Você é meu consorte. A sua vitória é a minha. Assim como a minha é sua.”
“A sua gentileza é quase divina. Você virou uma deusa durante a minha ausência?” Neferet o estudou de perto. Ele ainda não olhava para ela. Sua voz estava quase sem emoção. Estaria ele sendo atrevido? Ela ignorou sua pergunta apesar de continuar o estudando atentamente.
“O que aconteceu no Outro mundo? Como a Zoey morreu?” Ela sabia o que ele iria dizer no instante em que seus olhos âmbares encontraram com os dela. Mas ela, infantilmente, colocou suas mãos em suas orelhas e começou a balançar a sua cabeça para um lado e pro outro enquanto ele falou às palavras que pareciam ser uma espada atravessada em sua alma.
“Zoey Redbird não está morta” Neferet forçou suas mãos de suas orelhas, ela parou a alguns metros de distancia de Kalona e virou olhando para o mar. Ela respirou vagarosamente, cuidadosamente, tentando controlar suas emoções ferventes. Quando ela finalmente sabia que podia falar sem dar berro aos céus, ela disse:
“Por quê? Porque você não completou sua jornada?” “Foi a sua jornada, Neferet. Nunca minha. Você me forçou a voltar a um elmo no qual eu estava banido. O que aconteceu foi previsível. Os amigos de Zoey se juntaram em sua volta e com a ajuda deles ela curou sua alma despedaçada e se encontrou novamente”. “Porque você não impediu isso de acontecer?” Sua voz era frigida. Ela nem olhou para ele.
“Nyx” Neferet ouviu o nome sair de seus lábios como ele falasse uma oração, gentil, baixo, com uma reverencia. Ciúmes a tomaram.
“O que tem a Deusa?” Ela quase cuspiu a pergunta.
“Ela interveio”
“Ela o que?” Neferet deu um giro. Descrença misturada com medo fez suas palavras ficarem sem fôlego. “Você espera que eu acredite que Nyx realmente interferiu com a escolha humana?”
“Não” Disse Kalona, soando novamente receoso. “Ela não interferiu, ela interveio. E apenas depois de Zoey ter se curado. Nyx a abençoou por isso. Essa benção foi a salvação dela e de seu guerreiro”
“Zoey vive.” A voz de Neferet era monótona, fria, sem vida.
“Ela vive.”
“Então você me deve a subserviência de sua alma imortal.” Ela começa a se afastar dele, se dirigindo a saída do telhado.
“A onde está indo? O que irá acontecer a seguir?” Com nojo do que parecia ser fraqueza na oz dele, Neferet se virou para ele. Ela se ergueu alta e orgulhosa, e levantou seus braços para que os fios pegajosos que pulsavam em sua volta pudessem tocar sua pele livremente.
“O que acontecerá a seguir? É muito simples. Eu vou assegurar que Zoey seja atraída de volta para
Oklahoma. Lá, sob meus termos, eu irei completar a tarefa na qual você falhou.” O imortal perguntou para as costas que se afastavam. “E quanto a mim?”
Neferet pausou e olhou acima de seu ombro. “Você também retornará a Tulsa, apenas separadamente. Eu preciso de você, mas você não pode estar comigo publicamente. Você não
lembra, meu amor, que agora é um assassino? A morte de Heath Luck foi ato seu” “Nosso ato” Ele disse. Ela sorriu.
“Não de acordo com o Alto Conselho” Ela encontrou com seus olhos. “Isso é o que vai acontecer. Eu preciso que recupere rapidamente sua força. Amanhã ao crepúsculo eu tenho que informar o Conselho que sua alma retornou ao seu corpo. E que você confessou para mim que matou o garoto humano porque que o ódio dele por mim era uma ameaça. Eu direi a eles que devido ao fato de você achar que estava me protegendo eu fui misericordiosa na sua punição. Eu apenas lhe chicoteei cem vezes e então te bani do meu lado por um século ”
Kalona teve dificuldade para sentar. Neferet estava feliz de ver raiva em seus olhos âmbares. “Você espera ficar sem o meu toque por um século?”
“É claro que não. Eu irei graciosamente deixar você voltar ao meu lado depois de suas feridas
curarem e até lá eu ainda terei o seu toque. Ele simplesmente será longe dos olhos públicos.”
A respiração dele aumentou. Ela pensou o quanto arrogante ele parecia mesmo fraco e derrotado. “Por quanto tempo espera que eu fique nas sombras? Fingindo curar de feridas inexistentes?”
“Eu espero que você se abstenha do meu lado até que suas feridas curem de verdade”
Com um movimento rápido e preciso, Neferet levou seu pulso a sua boca e mordeu fortemente, instantaneamente deixando um circulo de sangue. Então ela começou a fazer movimentos circulares com o seu braço erguido, sujando o ar enquanto fios grudentos caminhavam para seu pulso se prendendo ao sangue como sanguessugas. Ela bateu seus dentes se forçando a não mexer, mesmo quando as pontadas das trevas a atingiu novamente e novamente. Quando elas pareceram suficientemente ensanguentadas, Neferet falou gentilmente e amorosamente com elas.
“Você pegou o seu pagamento. Agora você deve fazer a minha parte” Ela olhou dos fios pulsantes de trevas para o seu amante imortal.
“Chicotem-lhe profundamente cem vezes.” Neferet jogou trevas ao Kalona. O imortal enfraquecido teve tempo apenas de abrir suas asas e começar a se dirigir ao fim de telhado. Os fios o pegaram no meio da decolagem e se enrolaram em suas asas em sua base sensível onde encontra com sua coluna. Ao invés de pular do telhado ele estava preso contra as antigas pedras. As trevas começaram a vagarosamente chicotear suas costas. Neferet assistiu apenas até que a sua cabeça bela e orgulhosa balançasse em derrota e seu corpo tremia convulsivamente com cada chicoteada.
“Não o marque permanentemente. Eu planejo fruir da beleza de sua pele novamente” Ela disse, antes de se virar a Kalona e sair do telhado.
“Parece que eu preciso fazer tudo por mim mesma. E tenho tanto a fazer. Tanto a fazer” Ela sussurrou para as trevas que passaram pelo seu tornozelo. Nas sombras dentro das sombras
Neferet imaginou ter visto o contorno de um touro massivo a assistindo com um senso de aprovação e prazer. Neferet sorriu.
3° Capítulo
Spoiler:
ZOEY
Pela zilionésima vez eu pensei sobre como o cômodo do trono de Sgiach era um lugar incrível. Ela era uma rainha vampira anciã, a Grande Decepadora de Cabeças, super-poderosa e rodeada por seus próprios Guerreiros conhecidos como Guardiões. Inferno, há muito tempo atrás ela tinha até enfrentado o Alto Conselho de Vampiros e vencido, mas o seu castelo não era uma versão-nojenta-de-acampamento-medieval-ao-ar-livre(que nojo). O castelo de Sgiach era um forte, mas era –como eles dizem na Escócia – um castelo grã-fino. Eu juro que a vista de qualquer uma das janelas viradas para o mar, mas especialmente o do cômodo do trono, é tão incrível que parece que deveria estar um uma TV HD e não na minha frente, na vida real.
“Aqui é lindo” Ok, falar comigo mesma – especialmente tão cedo depois de ter estado, bem, meio louca no Outro mundo – pode possivelmente não ser uma boa idéia. Eu suspirei e dei de ombros. “Tanto faz. Sem a Nala aqui, Stark estar meio fora de si, Afrodite fazendo coisas que eu prefiro não imaginar com o Darius, e Sgiach por aí fazendo alguma coisa mágica ou detonando em algum treinamento estilo-super-herói com Seoras, falar comigo mesmo parece ser a única opção”.
“Eu estava simplesmente conferindo meus e-mails – nada mágico ou detonante sobre isso”.
Eu acredito que ela deveria ter me feito pular. Quero dizer, a rainha pareceu se materializar do ar no meu lado, mas eu acho que ter estado toda despedaçada e louca no Outromundo me deu uma grande tolerância a estranhices. E mais, eu senti uma estranha ligação com essa rainha vampira. Sim, ela inspira respeito e tem poderes loucos e tudo, mas nas semanas desde que Stark e eu voltamos, ela tem sido uma fixação do meu lado. Enquanto Afrodite e Darius brincavam de beijinhos e andavam de mãos dadas na praia e enquanto o Stark dormia e dormia e dormia, Sgiach e eu passamos tempo juntas. Algumas vezes conversando – algumas vezes não. Ela era, eu decidi há alguns dias atrás, a mulher mais legal, vamp ou não, que eu já conheci. “Você tá brincando né? Você é uma rainha guerreira que vive um castelo em uma ilha que ninguém pode chegar sem a sua permissão, e você está conferindo os e-mails? Parece mágica pra mim”. Sgiach riu. “Ciência muitas vezes parece mais misteriosa do que mágica, ou pelo eu sempre pensei. O que me lembra – eu venho considerando o quão estranho é que os efeitos da luz do dia afetam o seu Guardião com tanta severidade debilitante”.
“Não é só o Stark. Quero dizer, têm sido pior com ele recentemente porque, bem, porque ele está ferido” Eu pausei, me atrapalhando com as palavras e não querendo admitir o quão difícil era ver o meu Guerreiro e Guardião tão obviamente machucado. “Isso realmente não é normal pra ele. Ele normalmente consegue ficar consciente durante o dia, mesmo se ele não consegue aguentar a luz direta. Todos os vampiros vermelhos são a mesma coisa. O sol acaba com eles”. “Bem, jovem rainha, poderia ser uma desvantagem distinta caso o seu Guardião seja incapaz de te proteger durante as horas com sol”.
Eu dei de ombros, mesmo apesar de suas palavras terem causado um arrepio que pode ser premonição na minha coluna. “Sim, bem, recentemente eu aprendi a cuidar de mim mesma. Eu acho que posso aguentar algumas horas sozinhas” eu disse com uma acidez que até me surpreendeu.
O olhar verde-âmbar de Sgiach fixou em mim. “Não permita que ela te deixe dura”
“Ela?”
“As Trevas e a batalha contra ela”.
“Eu não tenho que ser dura pra lutar?” Eu me lembrei de ter espetado Kalona até a parede da arena no Outro mundo com a sua própria lança, e o meu estômago se contorceu.
Ela balançou a cabeça e a luz do dia dissipando pegou uma mecha do seu cabelo prata, fazendo com que ele brilhasse com as cores canela e dourada juntas. “Não, você deve ser forte. Você deve ser sábia. Você deve conhecer a si mesma e confiar apenas naqueles que merecem. Se você permitir que a batalha contra as Trevas te endureça, você perderá a perspectiva”.
Eu desviei o olhar, olhando para as águas azul-cinza que contornavam a Ilha de Skye. O sol estava se pondo no oceano, refletindo as delicadas cores rosa e coral através do céu que escurecia. Era lindo e sossegado e parecia totalmente normal. Ficando aqui era difícil imaginar que em volta do mundo existia o mau e Trevas e morte. Mas as Trevas estão ali fora, provavelmente multiplicadas por zilhões. Kalona não me matou, e isso vai realmente irritar a Neferet. Apenas o pensamento do que isso significava, eu teria de lidar com ela e com Kalona e todas as bostinhas horríveis que vem junto com eles me fez sentir terrivelmente cansada. Eu me virei da janela, levantei meus ombros, e encarei a Sgiach. “E se eu não quiser mais lutar? E se eu quiser ficar aqui, pelo menos por um tempo? Stark não está ele mesmo. Ele precisa descansar e melhorar. Eu já mandei aquela mensagem para o Alto Conselho sobre o Kalona. Eles sabem que ele matou o Heath e então foi atrás de mim, e que Neferet estava toda envolvida nisso e se aliou às Trevas. O Alto Conselho consegue lidar com a Neferet. Droga, adultos precisam lidar com ele e o estrago nojento do mal que ela continua tentando fazer da vida” Sgiah não disse nada, então respirei e continuei tagarelando. “Eu sou uma criança. Dezessete. Mal isso. Eu sou horrível em geometria. Meu espanhol é horrível. Eu ainda nem posso votar. Lutar o mau não é minha responsabilidade – é me formar do ensino médio e, esperançosamente, fazer a Mudança. A minha alma foi despedaçada e o meu namorado assassinado. Eu não mereço um descanso? Só um pouquinho?”. Totalmente me surpreendendo, Sgiach sorriu e disse “Sim, Zoey, eu acredito que você merece”
“Você quer dizer que eu posso ficar aqui?”
“Por quanto tempo quiser. Eu sei como é sentir o mundo apertar muito forte. Aqui, como você
disse, o mundo é apenas permitido entrar ao meu comando – e na maioria eu o mando ficar longe.”
“E a luta entre as Trevas e o mau e o resto?”
“Ele estará lá quando você voltar”
“Uau. Sério?”
“Sério. Fique aqui na minha ilha até que sua alma esteja verdadeiramente recuperada, e a sua
consciência te diga para retornar para o seu mundo e a sua vida lá.”
Eu ignorei a pequena pontada que eu senti com a palavra consciência. “O Stark também pode ficar, certo?”
“É claro. Uma rainha deve sempre ter o seu Guardião ao seu lado.”
“Falando nisso,” eu disse rapidamente, feliz de mudar de assunto longe das questões da consciência e batalhar o mau‟ “a quanto tempo o Seoras tem sido o seu Guardião?”
Os olhos da rainha suavizaram e o seu sorriso se tornou mais doce, mais quente, e até mais bonito.
“Seoras se tornou meu Guardião Ligado por Juramento a mais de quinhentos anos atrás”
“Putz! Quinhentos anos? Quantos anos você tem?”
Sgiach riu, “Depois de um certo ponto, você não acha que idade é irrelevante?”
“E não é educado perguntar a idade de uma dama”
Mesmo se ele não tivesse dito nada, eu saberia que o Seoras tinha entrado no cômodo. A face de Sgiach mudava quando ele estava por perto. Era como se ele mudava um interruptor e algo suave e quente brilhava dentro dela. E quando ele olhava de volta a ela, apenas por um momento, ele não parecia tão mal-humorado e marcado pelas batalhas e eu-preferia-te-bater-do-que-falar-com-você.
A rainha ria e tocava o braço do seu Guardião com uma intimidade que me fazia ter esperanças de que o Stark e eu pudéssemos achar pelo menos um pedaço do que eles têm. E se ele me chamasse de dama depois de quinhentos anos, isso também seria bem legal.
Heath teria me chamado de dama. Bem, mais pra garota. Ou talvez apenas Zo – sempre apenas sua Zo.
Mas o Heath estava morto e ele nunca me chamará de nada.
“Ele está esperando por você, jovem rainha” Chocada, eu encarei Seoras. “Heath?”
O olhar do Guerreiro era sábio e compreensivo – a sua voz gentil. “Sim, o seu Heath provavelmente espera por você algum lugar no futuro, mas eu estou falando do seu Guardião.”
“Stark! Ah, bom, ele acordou” Eu sei que eu soava culpada. Eu não queria continuar pensando no Heath, mas era difícil não pensar. Ele tem sido parte da minha vida desde que eu tinha nove anos – e morreu apenas a algumas semanas. Eu me sacudi mentalmente, me curvei rapidamente a Sgiach e fui para a porta.
“Ele não está na sua câmara” disse Seoras “O garoto está perto do bosque. Ele pediu para te encontrar lá”
“Ele está lá fora?” Eu pausei, surpresa. Desde que Stark voltou do Outromundo, ele tem estado muito fraco e fora de si para fazer muito mais do que comer, dormir, e jogar jogos de mulher com Seoras, o que foi uma visão super-estranha – era como se fosse: Ensino Médio encontra com “Coração Valente”(filme) e com “Call of Duty”(jogo).
“Sim, a dama acabou de ficar mexendo com a maquiagem e agora está agindo como um verdadeiro Guardião novamente”
Eu coloquei o meu punho sobre o meu quadril e estreitei meus olhos no velho Guerreiro. “Ele quase morreu. Você o cortou em pedaços. Ele estava no Outro mundo. Dá um tempo pra ele.
Nossa.” “Sim, bem, ele não morreu de verdade, morreu?
Eu rolei meus olhos. “Você disse que ele está no bosque?”
“Sim”
“Okie dokie”
Enquanto eu me apressava para a porta, a voz de Sgiach me seguiu. “Leve aquele amáve cachecol que você comprou na vila. Está um fim de tarde frio”.
Eu pensei que isso era algo meio estranho da Sgiach dizer. Quero dizer, sim, estava frio (e normalmente molhado) em Skye, mas vampiros não sentem as mudanças do tempo como os seres humanos sentem. Mas tanto faz. Quando uma rainha guerreira te fala para fazer algo, normalmente é bom fazer. Então eu passei para o quarto enorme que eu compartilho com o Stark e peguei o cachecol que eu tinha deixado no fim da cama coberta. Era caxemira de cor creme, com fios de ouro por ela, e eu pensei que provavelmente parecia mais bonito dependurado contra as cortinas vermelhas da cama do que no meu pescoço.
Eu pausei por um segundo, olhando para a cama que eu vim compartilhando com o Stark pelas ultimas semanas. Eu me deitei aconchegada nele, segurei sua mão, e descansei minha cabeça no seu ombro enquanto eu via ele dormir. Mas foi só isso. Ele nem tentou me provocar sobre beijar ele.
Merda! Ele tá muito ferido!
Eu me encolhi mentalmente enquanto relembrava quantas vezes o Stark sofreu por minha causa: uma flecha quase o matou porque ele tinha tomado o golpe que deveria ser pra mim; ele teve de ser fatiado e então destruiu parte dele para passar para o Outromundo para se juntar a mim; ele foi ferido mortalmente pelo Kalona porque ele acreditou que era o único modo de alcançar o que estava despedaçado em mim.
Mas eu também já o salvei, eu lembrei a mim mesma. Stark estava certo – assistir o Kalona brutalizá-lo me fez colocar-me junta, e devido a isso Nyx forçou Kalona a respirar um pedaço de imortalidade no corpo de Stark, retornando a sua vida e pagando o débito que ele devia por ter matado Heath. Eu andei pelo castelo lindamente decorado, acenando para os Guerreiros que se curvavam respeitosamente para mim, e pensei no Stark, automaticamente acelerando meu passo. O que ele estava pensando, se arrastando pra fora depois do que ele passou?
Inferno, eu não sabia o que ele estava pensando. Ele tem sido diferente desde que ele voltou.
Bem, é claro que ele está diferente, eu falei pra mim mesma severamente, me sentindo mal e desleal. O meu Guerreiro fez uma jornada até o Outromundo, morreu, foi ressuscitado por um imortal, e então trazido de volta para um corpo que estava fraco e ferido.
Mas antes mesmo. Antes de termos retornado ao mundo real, algo aconteceu entre nós. Algo mudou para nós. Eu pelo menos eu pensei que sim. Nós tínhamos sido super íntimos no Outro mundo. Ele beber de mim foi uma experiência incrível. Foi algo mais do que sexo. Sim, foi bom. Muito, muito bom. Isso o curou, o fortaleceu e – de alguma forma – curou o que ainda estava quebrado dentro de mim, permitindo as minhas tatuagens a voltarem.
E essa nova aproximação com o Stark fez perder o Heath suportável.
Então porque eu estava me sentindo deprimida? O que tem de errado comigo?
Droga. Eu não sabia.
Uma mãe saberia. Eu pensei na minha mãe e senti uma solidão inesperada e terrível. Sim, ela tinha errado e basicamente escolhido um novo marido ai invés de mim, mas ela ainda era a minha mãe.
Eu sinto saudade dela, a pequena voz dentro de uma cabeça admitiu. Então eu balancei a minha cabeça. Não. Eu ainda tinha uma “mãe”. A minha avó era isso e mais pra mim.
“É a vovó que eu sinto falta.” E então, é claro, eu me senti culpada porque desde que eu voltei eu não liguei pra ela. Ok, claro, eu sabia que a Vovó sentiria que a minha alma tinha voltado – que eu estava a salvo. Ela sempre foi super intuitiva, especialmente sobre mim. Mas eu deveria ter ligado pra ela.
Sentindo-me realmente desapontada comigo e triste, eu mordi meu lábio e envolvi o cachecol de caxemira pelo meu pescoço, segurando as pontas perto de mim enquanto eu fazia meu caminho sobre a ponte e o vento batia em minha volta. Guerreiros estavam acendendo as tochas e eu
cumprimentei os caras que se curvaram pra mim. Eu tentei não olhar para as caveiras
assustadoramente empaladas que moldavam as tochas. Serio mesmo. Caveiras. Tipo de gente
morta de verdade. Bem, eles eram todos velhos e acabados e bem sem pele, mas ainda sim,
nojento. Deixando meus olhos cuidadosamente afastados, eu segui o caminho sobre a área que envolvia a parte de terra do castelo. Quando eu cheguei à estreita da estrada eu virei à esquerda. O Bosque Sagrado começava apenas um pouco longe do castelo, parecendo se alongar numa distância sem fim no outro lado da rua. Eu sabia aonde era porque eu me lembro de ser carregada, igual um corpo, passando por ele até a Sgiach. Eu sabia aonde era porque durante as ultimas semanas, enquanto o Stark vem se recuperando, eu me senti atraída pelo bosque. Quando eu não estava com a rainha, ou Afrodite, ou checando no Stark, eu vinha fazer longas caminhadas dentro dela. Isso me lembra do Outromundo, e o fato de que essa memória me confortava e me arrepiava ao mesmo tempo, me assustava.
Ainda sim, eu visitava o Bosque Sagrado, ou como o Seoras o chamava, o Croabh, mas eu sempre vinha durante as horas do dia. Nunca depois do pôr do sol. Nunca de noite.
Eu andei pela estrada. Tochas alinhavam a rua. Elas compunham sombras móveis sobre a beira do bosque, emprestando luz o suficiente para que eu pudesse ver um pouco do mundo mágico coberto de musgo dentro dos confins das árvores que nunca envelhecem. Parecia diferente sem o sol fazendo um toldo de galhos. Não era mais familiar, e eu senti uma sensação alfinetando pela minha pele, como se os meus sentidos estivessem em super alerta.
Meus olhos continuavam sendo puxados para as sombras dentro do bosque. Seriam elas mais pretas do que deveriam ser? Tinha algo não tão certo andando por ali? Eu tremi, e foi então quando eu peguei no fim da visão um movimento mais longe na rua. O meu coração pulou no meu peito enquanto eu olhava a minha frente, meio que esperando asas e frio, maldade e loucura…
Ao invés, o que eu vi teve o meu coração pulando por outros motivos. Stark estava ali, em pé em frente a duas árvores que estavam entrelaçadas juntas para formar uma.
Os galhos das arvores entrelaçadas estavam decoradas com pedaços de roupas amarradas juntas – algumas eram com cores vivas, algumas estavam desgastadas e rasgadas. Era a visão mortal da árvore que ficava no Bosque de Nyx no Outromundo, mas só porque está estava no mundo real não significava que era menos espetacular. Especialmente quando o cara estagnado na frente dela, olhando para os galhos, estava vestido com o plaid [saia masculina] xadrez MacUaliis colorido cor de terra, no jeito Guerreiro tradicional, completo com a adaga, o sporran [bolsa escocesa tradicional masculina] e todos os tipos de adornos sexys de couro com metal (como o Damien diria). Eu olhei para ele como se não o tivesse visto por anos. Stark parecia forte e saudável e totalmente lindo. Eu estava me distraindo pensando o que exatamente os Escoceses vestiam, ou não vestiam, por debaixo dessas saias quando ele se virou para mim.
O seu sorriso acendeu seus olhos. “Eu posso praticamente ouvir você pensando”
As minhas bochechas se esquentaram instantaneamente, especialmente já que o Stark tinha a
habilidade de sentir as minhas emoções. “Você não deveria estar ouvindo ao menos que eu esteja em perigo”
O seu sorriso se tornou insolente e seus olhos brilharam perversamente. “Então não pense tão alto. Mas você está certa. Eu não deveria estar ouvindo porque o que eu estava captando de você era o contrário do que eu chamo de perigo.”
“Engraçadinho” Eu disse, mas não pude deixar de sorrir de volta.
“É, sou mesmo, mas eu sou o seu engraçadinho” Stark ofereceu a sua mão pra mim assim em que eu fui pro seu lado, e os nossos dedos se entrelaçaram. O seu toque era quente – as suas mãos fortes e seguras. Perto assim de mim eu podia ver que ele ainda tinha olheiras em baixo de seus olhos, mas ele não estava tão terrivelmente pálido quanto ele já esteve. “Você é você mesmo de novo!”
“É, demorou um pouco; o meu sono tem sido estranho – não tão repousante quanto deveria ser, mas é como se um interruptor tivesse ligado dentro de mim hoje e eu finalmente recarreguei”.
“Que bom. Eu estava tão preocupada com você”. Quando eu disse, eu percebi como isso era verdade e eu também disse “Eu também senti sua falta”
Ele apertou a minha mão e me trouxe mais perto dele. Todo o seu humor brincalhão evaporou. “Eu sei. Eu tenho sentido você distante e com medo. O que tem de errado?”
Eu comecei a falar pra ele que ele estava errado – que eu apenas o estava dando espaço pra ele se recuperar, mas as palavras que se formaram e saíram dos meus lábios foram mais honestas. “Você tem se ferido bastante por causa de mim”
“Não por sua causa, Z. Eu tenho sido ferido por causa do que as Trevas faz – ela tenta destruir aqueles que lutam pela Luz” “É, bem, eu queria que as Trevas pegassem no pé de algum outro por um tempo e deixasse você descansar” Ele trombou o seu ombro em mim. “Eu sabia no que eu estava me metendo quando eu me jurei para você”. Eu estava de boa antes – eu estou de boa agora – e eu ainda vou estar de boa daqui a cinqüenta anos. “E, Z, isso realmente não soa muito masculino e estilo-Guardião quando você diz que as Trevas estão pegando no meu pé”.
“Olha, eu to falando sério. Você quer saber o que tem de errado comigo, bem, eu estive preocupada que você pudesse ter se ferido até demais dessa vez” Eu hesitei, lutando contra lágrimas não esperadas quando eu finalmente entendi. “Se ferido tanto que você não fosse melhorar. E então você também me deixaria.”
A presença de Heath era tão palpável entre nós que eu meio que esperei ele aparecer do bosque e dizer Ei, Zo. Sem chorar. Você tem catarro até demais quando chora. E é claro que esse pensamento me fez teve mais dificuldade pra não chorar.
“Zoey me ouça. Eu sou o seu Guardião. Você é a minha rainha; isso é mais do que uma Alta
“Sacerdotisa, então a nossa ligação é até mais forte do que uma normal de um Juramento de Guerreiro” Eu pisquei forte. “Isso é bom, porque parece que coisas ruins continuam tentando me afastar de todos que eu amo” “Nada jamais irá me afastar de você, Z. Eu fiz o meu juramento nisso.” Ele sorriu, e existia tanta confiança e confidência e amor em seus olhos que ele fez a minha respiração parar na minha garganta. “Você nunca vai se livrar de mim, mo bann ri” “Bom” eu disse suavemente, inclinando minha cabeça no seu ombro enquanto ele me atrai pra dentro do meio circulo do seu braço. “Eu estou cansada dessa coisa toda de partir” Ele beijou a minha testa, murmurando contra a minha pele, “É, eu também.”
“Pensando melhor, eu acho que a verdade é que eu estou cansada. Ponto final. Eu também preciso recarregar” Eu olhei pra ele “Teria problema pra você se nós ficarmos aqui? Eu-eu apenas não quero ir embora e voltar para…para…” eu hesitei, sem saber como eu estava me sentindo em palavras. “Para tudo – o bom e o ruim. Eu sei o que quer dizer” disse o meu Guardião. “Tudo bem pela Sgiach?”
“Ela disse que nós poderíamos ficar até que a minha consciência me deixe” Eu disse, sorrindo um pouco sarcástica “E agora a minha consciência está definitivamente me deixando”
“Soa bom por mim. Eu não estou com pressa de voltar para todo o drama Neferet que está
esperando por nós” “Então nós ficamos por um tempo?” Stark me abraçou “Nós ficamos até você dizer pra irmos”
Eu fechei os meus olhos e descansei nos braços do Stark, sentindo que um grande peso foi tirado de mim. Quando ele perguntou “Ei ,você faria algo comigo?” a minha resposta foi instantânea e fácil: “Sim, qualquer coisa”.
Eu pude sentir ele rindo “Essa resposta me faz querer mudar o que eu queria te pedir”
“Não esse tipo de qualquer coisa” Eu dei um pequeno empurrão nele, mesmo apesar de estar
sentindo ondas de alivio de ver o Stark definitivamente agindo como o Stark novamente.
“Não?” O seu olhar foi dos meus para os meus lábios, e ele de repente parecia menos engraçadinho e mais faminto – e esse olhar fazia o meu estomago tremer. Então ele se curvou e me beijou, forte e longo, e tirou completamente o meu fôlego. “Você tem certeza que não significa esse tipo de qualquer coisa?” ele perguntou, a sua voz mais grave e rouca do que o normal.
“Não. Sim” Ele sorriu. “Qual deles?”
“Eu não sei. Eu não consigo pensar quando você me beija assim” eu disse pra ele honestamente.
“Então eu vou ter que fazer mais desse tipo de beijo” ele disse.
“Ok.” Eu disse, me sentindo com a cabeça leve e estranhamente com os joelhos bambos.
“Ok.” Ele repetiu “Só que mais tarde. Agora eu vou te mostrar o quão forte Guardião eu sou e eu ficar com a pergunta original que eu iria perguntar.” Ele pôs a mão na sacola de couro que estava junto de seu corpo e tirou uma longa fita do xadrez MacUaliis, levantando para que ele flutuasse gentilmente na brisa. “Zoey Redbird, você amarraria os seus desejos e os seus sonhos para o futuro comigo em um nó nessa árvore?”
Eu hesitei apenas por um segundo – apenas para sentir a dor aguda que era a ausência de Heat, a ausência de um futuro ligado que nunca poderia ser – e então eu pisquei os meus olhos até ficar livre de lágrimas e respondi o meu Guerreiro Guardião.
“Sim, Stark, eu amarrarei meus desejos e meus sonhos para o futuro com você”.

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Re: Despertada - P.C. Cast e Kristin Cast Online

Mensagem por Beatriz em 03/08/12, 08:57 pm

quando quiserem que eu poste mais ( se acharem que tem essa necessidade) é só dizer. Very Happy

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